Memorial

Companheiros de Pensamentos

sábado, 22 de abril de 2017

Para os meus (sempre) filhos Henrique e Pedro


Olá Henrique e Pedro;


            Hoje vocês fariam 13 anos.

            Há 13 anos não cheguei a ver-te, Pedro. Não deixaram. Acredito que tenham feito para o meu bem. Assim, convenci-me que serias “a cara” do teu mano.

            Tu, Henrique, ainda lutaste pela vida por 20 dias! Foste um guerreiro!

           Durante 20 dias, vivi um pesadelo. Como desejava que fosse só um sonho mau… mas não era.

            Esse pesadelo dava uma pausa quando tu reagias à minha voz. Cheguei a dizer à Enfermeira Vanda: “Até parece que ele conhece a minha voz!” E essa Enfermeira, que era mais um Anjo de todos que formavam a equipa maravilhosa que te acompanhava, respondeu, sorrindo: “Claro que reconhece. Você é a Mãe dele!”

            Esses dias são as minhas memórias enquanto mãe.

            Só possuo essas memórias. Não tenho histórias para contar de como aprenderam a andar, a falar, a deixar as fraldas, do primeiro dia de escola, dos aniversários, das traquinices, dos gestos de carinho ou das birras…

            Apenas aqueles 20 dias onde em cada minuto travavas uma luta entre a vida e a morte. E a morte acabou por vencer!

            Porém, tenho a certeza que vocês estão bem.

            Como diz a canção: “Deus chama os que mais ama!” (Talvez seja por isso que já chamou os meus pais e os meus filhos.)

            Henrique e Pedro, agradeço o que me ensinaram. Ensinaram-me que a vida tem que ser vivida ao minuto.
          E não importa quanto tempo vive um filho, pois ele será amado com imensa intensidade enquanto viver… e mais além.

            Parabéns, meus filhos!

            Beijinhos da vossa Mãe e do vosso Pai;

Ana Paula
e Carlos
 

domingo, 26 de março de 2017

Pai



Hoje farias 90 anos. 
Farias?
Não.
Fazes!
Pois continuas vivo em mim,
no meu coração,
nas minhas memórias,
na pessoa que sou.
Parabéns, Pai!


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O anjinho de uma asa só


O Natal aproxima-se e, como de costume, chega o momento de montar o presépio.
Sempre que começo a desembrulhar as figuras, relembro as histórias que os meus pais aplicavam a cada uma.
Desde os Reis Magos, com seus nomes e presentes, passando pelos pastores e o que cada um oferecia; como o que trazia a vasilha de leite, o que trazia um saco de farinha, aquele que trazia a gaita-de-foles para oferecer música, a mãe acompanhada de sua criança ou a velhota que trazia o seu fuso de fiar, entre tantos outros.
Os animais também eram fontes de lendas como os que ladeavam o Menino Jesus ou as pombas e os galos.
Não podiam faltar os anjinhos e, entre eles, um que só possui uma asa.
Sempre que pego nesse anjinho, em particular, lembro de imediato como a minha mãe aproveitou para ensinar-me algo que ficou enraizado em mim, desde a minha tenra idade.
Quando criança, ao deparar-me com esse anjinho “estragado”, perguntei à minha mãe porque não o jogávamos fora, afinal era diferente dos outros que, perfeitos, possuíam as duas asas.
Minha mãe, naturalmente, não perdeu a oportunidade.

“- Só por ser diferente não presta? Não merece ocupar o seu lugar no presépio?
Aprende, filha, que não se pode rejeitar alguém por ser diferente, por ter alguma deficiência. Ninguém deixa de ser alguém por não ter uma perna ou um braço. Todos têm direito ao nosso respeito!
Portanto, este anjinho, mesmo sem uma asa, não deixa de ser um anjinho e tem o seu lugar ao lado dos outros.”

Ele foi conservado e hoje, após tantos anos, o anjinho de uma asa só continua a fazer parte do meu presépio.


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Discurso X Ação

Alguém disse que sou do século passado…
É verdade!
E desde o século passado que ainda não consegui aceitar como algumas pessoas conseguem ter um discurso e agir, completamente, de forma diversa.
Não consigo entender! E porque será?
Talvez porque tive a sorte de ter tido pais que educaram-me através de suas atitudes, de seus exemplos. O modo de vida deles era o “meu caderno de exercícios”.
Nunca os ouvi dizer “faz o que digo e não o que faço”.
Já adulta, quando resolvi praticar uma arte marcial, tive a ”sorte” de conviver com mestres que “praticavam” a filosofia que pregavam. Assim, aprendi que Karatê é para ser “vivido” a cada dia e não, apenas, numa academia.
Ao tornar-me professora, assumi que tinha a responsabilidade acrescida de manter este ensinamento, ou seja, o meu discurso não podia dissociar-se da minha prática.
Infelizmente… sou encarada (por alguns) como uma “ave rara”!
Infelizmente? Não!
Tenho orgulho de permanecer fiel a mim, aos meus princípios, ao meu “discurso”.


Mesmo que seja a única pessoa a não compactuar com o lançamento de balões…



sábado, 12 de novembro de 2016

Adeus, Kibon.




Para alguns, foi apenas um cão. Para outros, como eu, foi um CÃOpanheiro de 16 anos e 3 meses.

Alguns nunca entenderão porque outros, como eu, choram a morte de um animal.

Nem vou me dar ao trabalho de explicar porque alguns nunca irão entender.

No entanto outros, como eu, choram a morte do Kibon.

Mas este choro vai parar porque vou apenas relembrar todas as peraltices que ele fez, todas as lambidelas que deu, todas as peripécias que vivemos juntos, a grande companhia que proporcionou às pessoas que o amaram.

"Amor? Mas alguém ama um cão?" (dirão alguns.)

Sim, responderão outros, como eu, porém nunca amaremos tanto quanto nos amou.

SERÁS SEMPRE O MEU "KIBON LINDO"
E OBRIGADA POR TERES SIDO
UM BOM E GRANDE CÃOPANHEIRO!

domingo, 2 de outubro de 2016

De novo!

Mais uma vez, o Tejo pregou-nos um susto.
Um inseto picou-o e como ele é alérgico começou a sentir-se mal.
O seu olhar a pedir-nos ajuda, cortava nosso coração.
Como é grande o sentimento de impotência!
Felizmente, temos um Veterinário que é um Excelente Profissional, um Enorme Ser Humano e, mesmo no dia da sua folga, veio em nosso socorro. Rapidamente, tratou-o e o Tejo melhorou de imediato.
Já estamos todos (cão e dona) aliviados!


sábado, 6 de agosto de 2016

Rio 2016


Gostei imenso da cerimônia de abertura do Rio 2016. 
Sem dúvida que sou Lusa-Brasileira. 
Emocionei-me quando a Bandeira de Portugal entra no estádio e voltei a emocionar-me quando vejo entrar a Bandeira do Brasil. 
Gostei imenso da referência ao 14 Bis. Está mais do que claro de quem foi o Pai da Aviação. 
Emociono-me com a alegria desse povo que, quando se empenha, é capaz de grandes feitos.
Apesar dos políticos, apesar da corrupção, admiro o povo brasileiro. Como diz a canção: 
É também um pouco de uma raça
Que não tem medo de fumaça ai, ai
E não se entrega não.
Um país que tem tudo para ser uma imensa potência; capaz de se impor ao mundo.
Só lhe falta um verdadeiro Líder, com carácter, com ética, com honestidade.


sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Código de Conduta

Elaborar um Código de Conduta para os membros do Governo.


Ops!!!
Mas não é suposto que os políticos, membros de um Governo, tenham uma conduta irrepreensível????


domingo, 5 de junho de 2016

O valor de uma obra




Como é calculado o valor de um quadro?
Será que é pelo tamanho da tela?
Ou será que é pela quantidade de tinta utilizada?
Talvez seja pelo estilo, pela escola artística?
Também pode ser pela experiência comprovada do artista?
Será que calcula-se o valor de um quadro, pela quantidade de quadros que o artista já vendeu?
Como estamos na era global, será que é pelas vezes que os quadros aparecem nas redes sociais?
Não sei.
Não sei quais são as características técnicas que devem ser levadas em conta para avaliar um quadro.
Agora tenho certeza como avaliar um quadro que recebo de alguém que resolve pintá-lo para mim.
Alguém que resolve ter aulas de pintura e, um belo dia, decide que “aquela” pintura será minha.
Alguém que não me deve nada. Muito pelo contrário, eu é que sou devedora pois, apesar de existir um oceano entre nós, o seu apoio e incentivo não poderiam ser mais presentes.
Alguém que não tem segundas intenções, a não ser desejar-me saúde e felicidade.
Sim, eu sei avaliar tal quadro!
O quadro tem o valor de um enorme carinho.
O quadro tem o valor igual a um forte abraço que protege o nosso coração.
O valor desse quadro é o valor de um afeto quase maternal.
Portanto, como avaliá-lo?

Não sei; mas sei que esse quadro, para mim, tem um valor incalculável, pois faz-me sentir uma pessoa privilegiada e muito agradecida por recebê-lo como símbolo desse carinho, desse grande afeto.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Natureza


E a batata-doce "nasceu" pássaro!!!!!